O Joio e O Trigo

Canetas emagrecedoras seguem fora do SUS por preço alto; fabricante tentou prolongar patente 

Pedido da Novo Nordisk ao SUS previa tratamento mensal a R$ 727, mas após o fim das patentes, versões concorrentes chegaram às farmácias por menos da metade do valor; pacientes com obesidade grave continuam enfrentando longas filas por bariátricas 

Rosa* tinha 42 anos, 1m45 de altura, 157 kg de peso, diabetes e uma perna amputada. Vivia acamada devido à obesidade grave, mas sonhava com uma prótese para poder ficar de pé de novo, lembra a médica endocrinologista Kátia Souto, coordenadora do Serviço de Endocrinologia do hospital federal Conceição, de Porto Alegre (GHC), que a teve como paciente. Havia uma ordem judicial para operá-la com urgência, mas era impossível. Seu coração estava tão fraco que até exames simples poderiam matá-la.

Por isso, quando o GHC começou a avaliar o uso de canetas emagrecedoras em pacientes do SUS em junho deste ano, a médica quis dar doses a Rosa. O estudo testaria a semaglutida, o principal desses remédios à venda no país. A droga poderia ser usada para controlar a diabetes, o peso e a situação cardíaca da paciente, e, quem sabe, deixá-la apta para a bariátrica, hoje a única opção contra obesidade grave disponível no sistema público. Os testes foram lançados com apoio do Ministério da Saúde em cerimônia acompanhada pelo ministro Alexandre Padilha (PT).

“O pessoal da direção ligou pra casa dela para chamá-la ao evento, mas ela já tinha morrido [de infarto] na fila de espera dois meses antes”, lamenta Souto, que diz não ser incomum que pacientes faleçam aguardando pela operação. “É muito frustrante o tratamento de obesidade: tu não tem um remédio pra dar, e o que tem off-label, o paciente do SUS é que tem que comprar.”

O caso de Rosa expõe uma contradição. Medicamentos para emagrecer estão disponíveis para quem pode pagar, mas permanecem fora do SUS por conta do impacto que teriam sobre o orçamento público. Até o início deste ano, quando a Novo Nordisk detinha a patente da molécula, o tratamento mensal com Ozempic — registrado para diabetes tipo 2, mas também usado contra a obesidade — saía por mais de R$ 800. Depois do fim da exclusividade, começaram a chegar às farmácias novas marcas de semaglutida por preços menores.

Com poucos medicamentos disponíveis na rede pública, o cuidado oferecido pelo SUS contra a obesidade se concentra em atividade física e orientação nutricional. São medidas importantes, mas que podem ser insuficientes em quadros graves, como o de Rosa, especialmente em uma rede em que faltam nutricionistas e educadores físicos. Muitos pacientes também convivem com diabetes, hipertensão, limitações de mobilidade e obstáculos econômicos para manter uma alimentação adequada.

Para casos graves, o SUS oferece a cirurgia bariátrica, mas as filas são longas. Só em Porto Alegre, havia 4,7 mil pessoas à espera da cirurgia em julho, segundo a Secretaria Municipal de Saúde da capital gaúcha. 

Na avaliação de profissionais de saúde, disponibilizar remédios como a semaglutida pode preencher uma lacuna crítica no manejo da obesidade. Uma das metas do estudo do GHC, que deve incluir cerca de 250 pacientes que aguardam a bariátrica no hospital, é entender como a molécula pode ser usada no SUS. Hoje, por volta de um a cada quatro brasileiros têm obesidade. A proporção subiu de 12% para quase 27% entre 2003 e 2019, segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). 

O crescimento da obesidade abre um mercado bilionário para as farmacêuticas, embora a indicação de cada medicamento dependa do quadro clínico. Estudos patrocinados pela Novo Nordisk incluíram também pessoas sem obesidade, mas com sobrepeso, IMC acima de 27 e condições associadas. Em dezembro, a farmacêutica recorrei à Justiça para prolongar a exclusividade das vendas da semaglutida por mais 12 anos, mas o pedido foi rejeitado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Sem a prorrogação, a patente venceu em março, o que abriu espaço para fabricantes nacionais produzirem suas próprias versões a preços menores. Mas isso ainda não significou a oferta de alternativas mais baratas aprovadas especificamente contra a obesidade.

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R$ 727 a caneta para o SUS

A adoção do medicamento pelo SUS, ainda esbarra no alto custo para os cofres públicos. Em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), do Ministério da Saúde, analisou um pedido de incorporação do remédio feito pela Novo Nordisk para oferecer o medicamento na rede pública, inicialmente a 146 mil pacientes com obesidade e doença cardiovascular. A proposta previa R$ 727 por caneta, suficiente para um mês de tratamento. A análise de impacto orçamentário chegou a estimativas de cerca de R$ 2,5 bilhões anuais dependendo do cenário, valor que corresponde a 1% do orçamento do SUS.

A farmacêutica também solicitou uma análise da liraglutida, molécula de aplicação diária, para o tratamento da diabetes em mais de 4 milhões de pacientes com obesidade. Nesse caso, os custos acumulados poderiam chegar a R$ 22 bilhões em quatro anos.

Por isso, o grupo responsável pela análise, a Conitec, rejeitou ambos os pedidos. Na época da oferta, a Novo Nordisk ainda detinha a patente e buscava ampliar o prazo para exclusividade. 

Após as negativas, motivadas pelo impacto orçamentário e por incertezas sobre o uso prolongado, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prioridade no registro de novas versões de remédios com semaglutida e liraglutida, os análogos de GLP-1, indicou a pasta em nota ao Joio. “Com a entrada de novos medicamentos genéricos no mercado e aumento da concorrência, os preços devem cair de forma significativa”, informou o ministério. “Esse é um fator determinante para a análise de sua possível incorporação ao SUS.” 

Atualmente, já existem cerca de 20 remédios com semaglutida aprovados pela Anvisa em versões injetável e oral, classificadas como antidiabéticos, mas seus preços permanecem elevados. O Ministério da Saúde aposta que a ampliação da concorrência possa reduzir também o custo desses tratamentos. No início de setembro, dois genéricos de liraglutida foram aprovados pela agência.

Em junho, a Novo Nordisk fez uma nova submissão à Conitec, desta vez visando pacientes com obesidade, mais de 45 anos e histórico de infarto. Em nota ao Joio, a empresa afirmou ter oferecido ao governo um desconto de 59% na semaglutida. A resposta não informa qual seria o preço final do tratamento nem se o abatimento é calculado sobre o valor apresentado em 2025. A fabricante defendeu que a proteção à propriedade intelectual deve ser conciliada com a ampliação do acesso.

“O remédio funciona, salva, muda a qualidade de vida e é um divisor de águas, mas é caro e para a vida toda”, resume a médica endocrinologista Luciana Bahia, pesquisadora do Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde (Iats). “Eu gostaria que todo paciente com obesidade do SUS tivesse acesso, mas isso é utópico, então as discussões que temos tido é de como nichar esse tratamento. Se não posso dar para todo mundo, saber qual é a subpopulação de pacientes que teria o maior benefício.”

Por isso, a incorporação ao SUS deve ter como alvo públicos definidos e o melhor custo-benefício para o sistema, segundo especialistas consultados pela reportagem. Nesse sentido, quem aguarda por uma bariátrica pode ser uma excelente indicação. Souto dá o exemplo de um paciente que aguarda pela cirurgia. Com quase 300 kg, ele vive em casa sob oxigênio e só é atendido via WhatsApp. “Pela obesidade, ele teve uma lesão medular com fratura de coluna, ficou quase dois anos na UTI porque não saía do respirador, aí saiu, teve um lipossarcoma [câncer na gordura] e não pode caminhar, mas pode entrar nas canetas”, explicou. “A felicidade geral é que ele já está incluído no projeto.”

De acordo com a endocrinologista, o IMC médio de pacientes que estão na fila para a bariátrica no GHC é de 54, o equivalente a uma pessoa com 1,70 m e 156 kg. Muitos têm dificuldade para ir às consultas. “Os Uber e ônibus não querem parar para eles”, diz.

Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu os análogos do GLP-1 como medicamentos essenciais para o tratamento da diabetes em adultos de alto risco, o que inclui quem sofre com obesidade e doenças renais ou cardiovasculares. Segundo a entidade, o uso dos medicamentos deve fazer parte de uma “abordagem ampla que inclua dietas saudáveis, atividades físicas regulares e apoio de profissionais de saúde”. A organização alerta ainda que, sem políticas de redução de preços e preparação dos sistemas de saúde, essas terapias podem aprofundar desigualdades no acesso ao tratamento.

Caixas de Wegovy, caneta à base de semaglutida fabricada pela Novo Nordisk e indicada para o tratamento da obesidade. Foto: Nelson R. de Lima Filho

SUS deve seguir ofertando cirurgias bariátricas

De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde de 2024, havia pelo menos 1,16 milhão de brasileiros com obesidade grau III, ou IMC acima de 40, o que já os torna elegíveis para uma bariátrica. Naquele ano, o SUS realizou 11,2 mil cirurgias do tipo, segundo números do Datasus, o equivalente a quase 1% da população alvo. O Sisvan registrava ainda 2,17 milhões de brasileiros com obesidade grau II, ou IMC acima de 35, que podem ter indicação cirúrgica se apresentarem diabetes, hipertensão, apneia do sono ou problemas articulares.

Enquanto o acesso regular permanece restrito, cresce o mercado ilegal de canetas vindas do Paraguai. Só em 2026, a Polícia Federal (PF) já apreendeu mais de 165 mil frascos, ampolas e injetáveis do tipo contrabandeados. Ainda que a obsessão estética do mundo fitness explique parte do hype em relação ao medicamento, trata-se de um mercado procurado também por pacientes vulneráveis que não têm dinheiro para pagar pela semaglutida regular. Souto, do GHC, por exemplo, já teve paciente sua levada às pressas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após uma crise de hipoglicemia (queda no açúcar do sangue) causada por uma “caneta paraguaia”. “Ela comprou um ‘mounjaro’ da manicure dela”, diz.

Em diferentes testes clínicos feitos pela Novo Nordisk em pacientes diabéticos ou com obesidade, o uso do remédio diminuiu hospitalizações, infartos, derrames e levou a uma perda média de 15% do peso dos pacientes em cerca de um ano e meio de tratamento. No entanto, os efeitos cessam se o remédio for suspenso, o que pode indicar necessidade de seu uso prolongado. A “incerteza do tempo de uso da semaglutida” foi um dos fatores considerados pela Conitec ao rejeitar sua incorporação.

Mesmo com uma eventual inclusão da semaglutida na rede pública no futuro, a cirurgia bariátrica deve continuar sendo um dos pilares do atendimento. “A eficácia da cirurgia é mais duradoura do que a do fármaco”, diz o cirurgião Juliano Canavarros, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). “E o efeito metabólico é imediato: cansei de ver pacientes com a pressão descontrolada que no pós-operatório já normaliza.” 

Apesar de mais invasivo do que o remédio injetável e trazer riscos inerentes a qualquer cirurgia, o procedimento altera o perfil de cerca de 20 hormônios ligados à fome, à glicose, à insulina e ao metabolismo no corpo humano. A semaglutida, por sua vez, imita a ação de apenas um deles, o GLP-1, que atua no controle da glicose e da saciedade. Já outros remédios semelhantes, como a tirzepatida (o Mounjaro), agem em dois desses hormônios, o GLP-1 e o GIP.

Além disso, ainda que seja um remédio seguro e eficaz, pacientes que usam as canetas costumam sofrer com efeitos gastrointestinais desconfortáveis, o que no longo prazo pode levar ao abandono do tratamento. Náusea, vômitos, diarreia ou constipação não são incomuns e já foram documentados casos raros de pacientes que sofrem com deficiências nutricionais severas, como a de vitamina B1, que leva a danos neurológicos. Por isso, devido à perda de apetite, o acompanhamento nutricional é necessário.

“Se o paciente diminui a quantidade [de alimentos], ele não necessariamente mantém qualidade e, se não tiver apetite para comer, pode ir para o caminho de comer mais ultraprocessados”, explica a nutricionista Daniela Canella, professora do Instituto de Nutrição da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que ressalta que a redução de peso é sistêmica. “As pessoas perdem gordura e músculos, tudo.”

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Ultraprocessado para engordar, caneta para emagrecer

A necessidade do acompanhamento nutricional em pacientes que usam canetas também acende um alerta à incorporação do remédio ao SUS, em especial em postos de saúde da Atenção Primária, como prometido pelo prefeito Eduardo Paes, para a cidade do Rio de Janeiro (RJ). Muitas vezes faltam equipes multidisciplinares nessas unidades, o que reforça a ideia de que seria mais seguro aplicar a semaglutida em hospitais, onde é garantida a presença de um nutricionista clínico, como no estudo feito em Porto Alegre. “Nutricionista e educador físico poucos postos têm”, lamenta Souto, do GHC.

Estudos mostram que a quantidade de nutricionistas da rede pública é insuficiente e que as condições de trabalho são precárias. Em 2021, dados do Ministério da Saúde indicavam que eram 37,5 mil nutricionistas atuando no SUS, sendo que só 7,7 mil deles trabalhavam na Atenção Primária. Isso é o suficiente para cobrir apenas 17% dos quase 45 mil postos de saúde do país.

Além disso, faltam estudos que avaliem a qualidade da dieta dos pacientes que usam análogos de GLP-1. Segundo Canella, a redução do apetite pode abrir porta para um maior consumo de alimentos que não são saudáveis. “Sem acompanhamento, os ultraprocessados podem entrar com mais força, até por terem maior palatabilidade e menores porções”, alerta. “A indústria dos ultraprocessados está sempre pronta para as tendências: tivemos a das fibras e agora temos a da proteína, que pode ser também uma resposta ao uso dos análogos.”

Nos EUA, consultorias apontam que usuários de GLP-1 consomem menos álcool, bebidas e comidas açucaradas, lanches rápidos e refeições calóricas. Por isso, a indústria começou a desenvolver produtos ricos em fibras, proteínas e que ajudem a hidratar para mitigar os efeitos gastrointestinais desconfortáveis desses remédios. No Brasil, a Ambev lançou uma cerveja sem álcool e proteica

Não há evidências de que o uso de análogos de GLP-1 proteja pacientes dos riscos associados ao consumo de ultraprocessados, que incluem vários tipos de câncer, doenças gastrointestinais, renais e problemas de saúde mental, como depressão. “A pessoa se ‘protege’ da obesidade pelo medicamento, mas ainda pode ter sobrecarga hepática, renal, e todos esses outros riscos que as evidências já apontam”, explica Canella. 

Ao mesmo tempo, pesquisadores ligados à própria Novo Nordisk têm adotado posições alinhadas à da indústria dos ultraprocessados para minar a classificação NOVA, o sistema que identifica o processamento – e não componentes isolados, como gorduras ou calorias – como o principal fator que torna um alimento não saudável. É o caso, por exemplo, do pesquisador Arno Astrup, ex-vice-presidente da Fundação Novo Nordisk e um dos responsáveis por descobrir o hormônio GLP-1 como um regulador da saciedade e do apetite. Em 2022, ele argumentou que a definição de ultraprocessados seria imprecisa e que as evidências sobre seus danos à saúde seriam fracos.

Em 2024, pesquisadores financiados pela fundação da farmacêutica chegaram a sugerir que pretendiam criar uma “nova geração” da classificação NOVA para trazer uma visão “mais equilibrada” que não “demonizasse” alimentos industrializados potencialmente saudáveis, como já mostrou o Joio

Leia a íntegra da nota da Novo Nordisk

A Novo Nordisk acredita que ampliar o acesso ao tratamento da obesidade e às comorbidades associadas é fundamental. E entende que, no âmbito da sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS), isso requer soluções baseadas em evidências científicas robustas e na geração de valor em saúde, especialmente para pacientes com maior risco de eventos graves e maior impacto para o sistema.

As propostas submetidas pela Novo Nordisk foram construídas a partir das evidências disponíveis no momento do pedido de incorporação. A submissão mais recente para Wegovy® (semaglutida 2,4 mg) já adota uma abordagem mais direcionada, priorizando pacientes de maior risco cardiovascular: pessoas a partir de 45 anos, com obesidade, sem diabetes e com histórico de infarto. A proposta contempla uma redução de preço de 59% para o governo e foi desenhada em resposta às discussões mantidas com o Ministério da Saúde sobre custo-efetividade, com o objetivo de contribuir para uma alternativa de acesso sustentável no SUS.

Em relação à propriedade intelectual, a Novo Nordisk defende a importância de um ambiente seguro e capaz de estimular a inovação, conciliando concorrência ética e ampliação do acesso. A Novo Nordisk seguirá à disposição das entidades governamentais no intuito de colaborar com a busca de soluções eficazes, seguras e sustentáveis para o enfrentamento da obesidade e de suas complicações no Brasil.

Leia a íntegra da nota enviada pelo Ministério da Saúde

No Sistema Único de Saúde (SUS), o cuidado à pessoa com obesidade começa na atenção primária, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Nesse espaço, profissionais como nutricionistas e psicólogos das equipes multiprofissionais (eMulti) acompanham a população, com encaminhamento para serviços especializados – como a cirurgia bariátrica – quando necessário. A cirurgia bariátrica é reservada exclusivamente para casos graves e segue critérios clínicos rigorosos, sendo indicada para indivíduos com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² associado a comorbidades como diabetes, hipertensão, apneia do sono ou doenças articulares, após tentativa documentada de tratamento clínico por, no mínimo, dois anos.  

O Ministério da Saúde investe em ações preventivas, como a estratégia Viva Mais Brasil, com investimentos de R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões neste ano. Atualmente, o Brasil conta com 1.775 Academias da Saúde, e a expectativa é credenciar mais 300 novos serviços até o final do ano. O Guia Alimentar para a População Brasileira fornece orientações baseadas em evidências científicas para promover uma alimentação saudável, considerando particularidades regionais, etárias, culturais, sociais e biológicas.  

Sobre a incorporação de novos medicamentos, o Ministério da Saúde solicitou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) priorize o registro de medicamentos compostos pelos princípios ativos semaglutida e liraglutida. Com a entrada de novos medicamentos genéricos no mercado e aumento da concorrência, os preços devem cair de forma significativa. Esse é um fator determinante para a análise de sua possível incorporação ao SUS.  

O Ministério da Saúde iniciou, em junho deste ano, um protocolo de acompanhamento com uso de semaglutida no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. A iniciativa avaliará cerca de 250 pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças, com indicação para cirurgia bariátrica, para analisar aspectos clínicos, operacionais e econômicos do tratamento e sua possível aplicação na realidade do SUS.

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